segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O fardo dos deuses

Os deuses vagabundos que crias
Escurecem na luz ilimitada
Buscam ao vento sem tempo
Mastigam o teu eco de nada.

Caminham sozinhos p'los campos
Enfermos de um outro saber
Lambem os invisíveis prados
Na sombra do entardecer...

Fodem a matinal terra
Agridem o ser do seu ser
Chorando, berrando - Eclipse!
A raiva matou ao morrer.

Regressam intoxicados a casa
Mar negro de vagas expectantes
Sorriem e contam estórias
E voltam a ser como dantes.

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